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     Quarta-Feira, 08 de Fevereiro de 2012
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Ensino técnico deve triplicar oferta de cursos até 2015
Publicado 19.07.10

Ensino técnico deve triplicar oferta de cursos até 2015

Para acompanhar a demanda do mercado, instituições de ensino buscam modificações a cada ano

Para quem está de olho nas oportunidades que se abrem no segundo semestre, este é o momento de buscar qualificação. Uma das formas mais rápidas de garantir uma dessas vagas é o conhecimento proporcionado pelos cursos técnicos, que preparam profissionais para o mercado. Para tanto, as instituições estão em constante reestruturação, tanto na grade curricular quanto na expansão de novas capacitações em regiões diversas.

Conheça os novos espaços abertos por instituições de ensino técnico para o segundo semestre

Segundo Lúcio José da Silva, gerente do Núcleo de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), cerca de 30% do portfólio de cursos da instituição é modificado a cada ano. Tendo como objetivo atender às demandas das organizações, os cursos recebem atualizações e também passam a ser ministrado em municípios específicos.

– Procuramos suprir cada vez mais as necessidades do mercado. Em razão disso, acreditamos que o ensino técnico deve triplicar até 2015 – avalia Silva.

A partir de um processo chamado de radar tecnológico, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) faz uma espécie de diagnóstico de mercado. De acordo com Paulo Presser, diretor de Educação e Tecnologia da entidade, essa prospecção verifica quais são as inovações necessárias para o progresso de cada área.

– Procuramos nos antecipar por meio de consultas aos empresários, industriais, representantes de prefeituras. Avaliamos, a partir dessas respostas, quais são as adequações que precisamos fazer nos cursos antigos ou até mesmo a inclusão de novas capacitações – explica Presser, que cita entre as novas demandas de mercado os setores de alimentos, construção civil, automação e robótica.

Na avaliação de Júlio Xandro Heck , vice-diretor e diretor de ensino do Campus Porto Alegre do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), as especificidades de cada atividade precisam acompanhar o mundo do trabalho. Os cursos técnicos têm a característica de serem tão dinâmicos quanto as exigências do mercado.

– Estamos sempre renovando os nossos cursos tradicionais. Além disso, buscamos novas alternativas para suprir lacunas de mercado. Nós levantamos, por exemplo, que existem mais de 6 mil panificadoras no Estado e que as mesmas estão carentes de profissionais qualificados. Criamos, então, o curso técnico de Panificação e Confeitaria – exemplifica Heck.

Classificado para integrar a primeira turma de técnicos em Panificação e Confeitaria da IFRS, Evandro Lima Pereira, de 26 anos, pretende dar outro rumo para a vida profissional. Atualmente, ele trabalha como recepcionista em um hotel e, nas horas vagas, auxilia uma amiga em sua pizzaria. E foi justamente a atividade extra que o motivou a buscar o seu lugar no universo gastronômico:

– Eu pretendo abrir o meu próprio negócio quando concluir o curso. Estou com muita expectativa e com muita vontade de aprender.

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